Mostrando postagens com marcador Festival de Cinema de Cannes - 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Festival de Cinema de Cannes - 2014. Mostrar todas as postagens
17.6.14
Cannes 2014: Entrevista de Robert com Le Figaro
Com dois filmes na seleção oficial em Cannes, o ator lida serenamento com o “pós-Crepúsculo“.
No terraço do Palais des Festivals varrido pelo vento, um homem com sua cabeça dobrada em seus ombros, pega seu cigarro. Um segurança fica há alguns metros dele. O fumante anônimo é Robert Pattinson. Com dois filmes na seleção oficial, Maps To The Stars, de David Cronenberg, e The Rover, de David Michôd, o ator foi uma das atrações em Cannes. Quando chegamos no nosso encontro marcado no Croissete, ele não parecia em forma. No dia antes, ele fechou o Silencio, um clube parisiense colocado em Cannes durante o festival. Ele acordou dez minutos antes de seus compromissos com a imprensa.
Ele está cansado e espontâneo, disposto a falar sobre estes dois cineastas que ajudaram ele a enterrar o vampiro sensual. O herói da Saga Crepúsculo paga primeiro sua dívida com o canadense Cronenberg. Como em Cosmópolis, em 2012, Pattinson está de volta na limousine em Maps To The Stars, mas desta vez atrás do volante. “É um papel coadjuvante, mas eu disse sim mesmo antes de ler o roteiro. Eu faria qualquer coisa com este cara.” Seu personagem é um motorista de limousine em Hollywood que se apresenta como um “ator escritor”. “Eu costumava dizer isso no começo, mas não mais,” brinca o britânico que se mudou para Los Angeles há vários anos. “Senti falta de Londres no começo, mas a maioria dos meus amigos foi embora e Los Angeles é uma cidade bonita, dinâmica. E, ao mesmo tempo, muito estranha. Tudo depende das pessoas que você anda…”
Prazeres Simples
Em Hollywood, roteiros e cineastas vão até ele. Deste modo David Michôd, que Pattinson admira pelo seu primeiro filme, Reino Animal, o conhece e escolhe ele entre milhares de atores. Por que ele? “Porque seu rosto me fascina, ele é bonito atípico,” o diretor nos conta. O ator passou sete semanas no deserto australiano, há nove horas de carro da cidade mais próxima. Ele gostou da solidão, uma luxúria real para este ator jovem de 28 anos que é perturbado pelos paparazzis.
A estrela descobriu prazeres simples: “Eu adorei ser capaz de fazer xixi pacificamente na natureza.” O modelo também gostou de quebrar um pouco sua imagem icônica para os adolescentes com um personagem incerto. “Na primeira leitura, eu me perguntei se este cara era deficiente mental. David Michôd me disse que ele não sabia. Eu fiz muita improvisação, mas eu penso que todas elas foram cortadas!”
Desde então, Pattinson filmou com Werner Herzog e Anton Corbijn. Próximos filmes com James Gray, Harmony Korine e Olivier Assayas já foram anunciados. Ele até poderia ser um dos candidatos ao papel de Indiana Jones, como uma substituição de Harrison Ford. Um empurrão para sua carreira, que não precisa de um.
7.6.14
Cannes 2014: Entrevista de Robert ao Telepro
Depois de sua escapada para Cannes, onde ele subiu a famosa escada, Robert Pattinson conversou com o Telepro.
Encontramos o jovem ator britânico de 28 anos, por ocasião do lançamento de The Rover.
O que você acha da sua experiência em Cannes?
Esta não é a primeira vez que eu estou na Croisette, mas ainda é meio que um choque emocional para mim (risos). Estou surpreso com a forma como as pessoas são apaixonadas por filmes… Às vezes um pouco demais! Fiquei chocado ao ler alguns comentários sobre o filme, realmente agressivo. Eu não entendo a raiva de alguns jornalistas. Às vezes, há tanta agressividade neste Festival. Disseram-me que isso é parte do jogo de Cannes, mas, meu Deus, isso é um filme depois de tudo!
Quais são seus filmes e atores favoritos?
Vi “Medo e Delírio” (um filme de Terry Gilliam estrelado por Johnny Depp e Benicio del Toro) um milhão de vezes. Eu sei todas as falas! Eu também sou um grande fã de “Um Estranho No Ninho” (filme de Milos Forman, estrelado por Jack Nicholson). Eu também adoro “O Máscara”. Jim Carrey é um dos meus atores favoritos. Ele é um dos melhores atores de sua geração. Tenho grande admiração por atores cômicos.
Depois do sucesso monstruoso da saga, não deve ser fácil virar a página de “Crepúsculo”.
“Crepúsculo” foi uma aventura excepcional. Eu certamente não estaria aqui sem esses filmes. Devo tudo a ”Crepúsculo”, mas eu estou feliz que virei a página. Eu costumava me sentir seguro em dizer que, se um dos meus projetos não funcionasse, eu sempre teria um filme de ”Crepúsculo”. Agora que não é mais o caso, eu tenho que assumir riscos em minhas escolhas. E isso me leva a ser melhor.
Via
Cannes 2014: Entrevista de Robert ao L’Hebd’Hollywood
A partir do 00:10
Didier: Assistindo ao filme me lembrei de algo que eu tinha lido em algum lugar dizendo que o apocalipse é quando os seres humanos estão perdendo a sua humanidade. Você acha que o filme está falando sobre isso?
Robert: Sim, eu quero dizer. Eu acho que também é… Eu estava pensando um pouco sobre a esperança. As pessoas perderam o senso de esperança com cada personagem e eu acho que é onde eles são vivendo, se o mundo está devastado assim. Ou isso é economicamente falando ou extraído de dentro do mundo. Não há nenhum lugar para essas pessoas irem. Nós estamos os observando e pensando em como podemos viver sem esperança. Existe uma razão para viver? E eu não sei se o filme está falando sobre isso, mas é bastante flexível como você pode interpretá-lo.
Didier: Eu gosto do que você está fazendo com a sua carreira após Crepúsculo. Eu sei que você ama cinema, nós já conversamos sobre isso. Quando você escolhe um projeto como este ou um com Cronenberg, é uma maneira de colocar o seu amor pelo cinema em seu trabalho?
Robert: Sim, quer dizer, basicamente, após Cosmopolis eu percebi que se você só trabalhar com ótimos diretores, você nunca ficará decepcionado. Não importa qual é o resultado, é sempre uma experiência incrível.
1.6.14
Cannes 2014: Entrevista de Kristen com Reuters
CANNES, França – Em uma entrevista com Reuters, a atriz se abriu sobre suas visualizações no jogo da fama e sobre lidar com as percepções.
O que te atraiu a “Clouds of Sils Maria”?
Aconteceu de ser o projeto perfeito, com o tempo inteligente. Apenas minha experiência com minha carreira, como ela passa – você sabe, “Crepúsculo” me estourou – sou extremamente famosa. É interessante para mim interpretar a assistente de uma atriz, que então comenta sobre esse mundo e como ele funciona e quão superficial ele pode ser.
Trabalhar com um diretor e escritor europeu neste filme, foi uma mentalidade diferente do que trabalhar nos Estados Unidos? Existe uma liberdade que vem ao trabalhar na Europa que você não consegue ter em Hollywood?
Isso não é ausente nos Estados Unidos, mas não é predominante sentir-se livre dentro da indústria do cinema, sentir que pode dizer o que você quer dizer, sem qualquer preocupação sobre como as pessoas vão reagir a isso, se você vai irritá-los.
Então aqui, parece que as pessoas tem menos medo porque, novamente, elas estão fazendo isso por si mesmas. É pela arte. Não é para vender coisas. Isso só isso, é um bom sentimento.
Você sabe, fazer um filme é tão ridículo. Nós vamos filmar um ao outro fingindo ser outra pessoa, então outra pessoa pode nos assistir fingindo ser outra pessoa? É insano. Mas se isso vale à pena e está dizendo algo… pode ser transcedentalmente importante.
É difícil se manter, sabendo que a indústria está te empurrando e puxando desta forma e, com os meios de comunicação frequentemente te dando tempos difíceis independente do que você fazer?
Eu não faço o que eu faço para… a percepção de controle ou fazer as pessoas pensarem certa coisa de mim. Isso seria perambular sobre toda a experiência de fazer qualquer filme.
É simplesmente tão confuso para mim. Eu não sei como as pessoas fazem isso. Eu não sei como as pessoas atravessam suas carreiras com tato. Eu não sei como elas escolhem, ‘Bem, este é um lado diferente de mim que as pessoas não viram e, então, vou apresentá-lo para eles agora’. É como, ‘Por quê você está fazendo isto para outras pessoas? Você devia fazer isso por si mesma’. E então tenho funcionado a partir dessa posição desde que comecei, e portante, eu realmente não me importo sobre isso tudo.
Você sente a pressão da necessidade de ficar no topo do jogo?
Eu quero fazer filmes um dia, como absolutamente eu quero dirigir filmes. E eu dirigi este vídeo musical (para a banda independente Sage + The Saints) e fiquei como, é apenas algo pequeno e é divertido, e estou tão feliz ao fazer isso, mas vai ser um grande negócio, não importa o que seja. Mesmo se eu o filmasse numa câmera Polaroid, as pessoas estarão como, ‘O que ela fez? Vamos dar uma olhada‘. É como, ‘Que tal você me dar um segundo para descobrir?’ Então, sim, não é algo para se queixar. É incrível que eu possa fazer isso. É apenas meio que estranho. É diferente.
30.5.14
Cannes 2014: Entrevista + Portrait de Kristen e Robert para ‘Les Inrockuptibles’
Seguida por um exército de assistentes e guarda-costas, assim como um cinegrafista que filma tudo que ela faz, ela chega ao telhado do hotel como uma ministra numa visita oficial. “Estou quebrada… mas de uma forma boa. Eu cheguei ontem no último minuto de uma filmagem em New Orleans, e estou indo embora logo depois disso.”
“Desde eu tinha 10 anos, eu me consagrei ao cinema e, de repente, me encontro aqui junto da elite… Quero dizer, uau. Eu não estou acostumada a me divertir, mas aqui eu quero me virar e dizer ‘é isso aí, porra, eu consegui’.”
ROBERT
Robert Pattinson, ator em The Rover de David Michôd.
“Você não saberia se Leos Carax está por perto, por acaso?” Robert Pattinson pergunta ingenuamente (ele está vestido uma camisa branca sobre uma camiseta caqui que foi comida pelas traças) quando mencionamos Juliette Binoche e The Lovers on the Bridge, um de seus filmes favoritos. Nós explicamos a ele que o pai de Monsieur Merde não é um grande fã da vida social em Cannes, mas é possível encontrá-lo todas as manhãs na hora do café da manhã e croissant em um bar no 20º distrito de Paris.
“Uau, sério?” Rob parece pronto para assim que formos embora pular num trem em direção a estação de trem Lyon. Um filme de Carax com Pattinson? Porquê não. Nada parece proibido para o ator britânico – que se tornou famoso com Crepúsculo, e hoje é cortejado pelos autores mais prestigiados no planeta.
Apenas olhe sua agenda: Lawrence of Arabia para Werner Herzog (já filmado), e explorador para James Gray (próximo ano), um gangster de Chicago na década de 70 para Olivier Assayas e um papel indefinido no próximo de Harmony Korine… E, é claro, dois filmes neste ano em Cannes: em competição com David Cronenberg (mas desta vez ele é quem dirige a limousine) e uma exibição da meia-noite com o grande The Rover do australiano David Michôd. “Honestamente, isso é exatamente o que eu estava esperando. Eu tenho trabalhado como um louco por cinco anos e tenho tentado formar relações com diretores que eu admiro.” A realização deste plano de batalha parece impecável, realmente.
“Robert é um ator extremamente maleável, muito inteligente, agradável e fácil de dirigir,” David Cronenberg nos conta. David Michôd, por seu papel, foi impressionado por seu espírito de iniciativa: “Ele veio para os ensaios com uma ideia muito específica de quem seu personagem devia ser, foi impressionante.” Sem mencionar seu espírito de companheirismo e sua cantoria a noite no meio do deserto, ao redor de uma fogueira – ele se torna estranhamente tímida quando lhe perguntamos que tipo de música ele gosta de tocar.
No fim da entrevista, ele terminou sua garrafa de água de 1 litro (a noite anterior foi, obviamente, bem celebrada) e foi embora, em direção aos novos céus.
(Café des Arts, 80. Rua Belleville, Paris 10º distrito, mas silêncio, não contamos nada para você.)
Cannes 2014: Entrevista de Kristen com ‘IndieWire’
“É irritante que as pessoas pensam, ‘Oh, é este o papel onde ela vai mostrar a todos o quanto cresceu?‘,” Kristen Stewart contou ao IndieWire na última sexta-feira em Cannes. “Eu não estou tentando mostrar nada a ninguém.”
Apesar de seus muitos anos no negócio, Stewart ainda se encontra tendo que prova que é seu talento que a levou onde ela está hoje – não os twihards.
Essa luta foi evidente durante uma entrevista de mesa que Stewart fez com a seleção de imprensa em Cannes na tarde seguinte da competição de exibição de “Clouds“. Não mais visivelmente intimidada pela imprensa como quando ela estava promovendo seu vários filmes de “Crepúsculo“, Stewart conduz a mesa com uma paixão que foi palpável pela como ela articulou suas respostas espontâneas em cada questão. Está claro que há uma luta nela. Abaixo estão os destaques:
- Ela não pensa em seus projetos como “produtos”.
“Estou obcecada em ignorar a ideia que estamos criando produtos. Eu realmente escolho cada único projeto que eu faço baseado no desejo, e baseado em realmente apenas querer experimentar fazer aquela história acontecer.”
- Ela está usando sua fama como um suporte.
“Eu simplesmente dirigi esse vídeo musical com minha amiga, e isso será feito para ser algo que não é. É algo que fiz em quatro dias, foi uma historinha divertida, e vai ganhar mais atenção do que qualquer quantia que isso deve ter. Eu penso que simplesmente algo para brincar. Se você não pode mudar isso, então não tenha medo disso – convença mais ainda!”
- Ela ama grandes sucesso assim como os pequenos independentes – com tanto que eles sejam bons.
“É tão possível fazer um [grande] filme que é cheio de significados e verdades, e colocá-lo num tipo de cenário elevado, para realmente tirar ideias que significam algo para nós, mas tornando-as mais eficazes ao colocá-las em um mundo estranho. Usando convenções para fazer as coisas terem mais sucesso.”
“Eu também simplesmente gosto, gosto muito de grandes filmes. Sou americana, eu cresci neles. Mas eu também quero que eles sejam muito bons. Eu penso que isso é totalmente possível. Quando você não é completamente obcecado com o produto, eu penso que é possível.”
- Ela não fica muito próxima procurando conforto com suas assistentes como a personagem de Juliette Binoche no filme.
“Eu já tive uma assistente. Enquanto estávamos fazendo os filmes de ‘Crepúsculo’, eu fiz um filme entre cada um deles, então eu precisava de alguém que eu poderia pedir coisas como, ‘Você pode me ajudar a comprar papel higiênico?’”
“Eu não fiquei tão próxima. Eu já vi isso, no entanto. É algo que é familiar para mim. Atores se tornam super isolados. Novamente, eu não estou fodidamente reclamando sobre isso. Mas você tem uma perspectiva muito única sobre as coisas, porque as pessoas não falam com você. Eles sentem como se não pudessem vir e dizer, ‘Oi’. De repente, você está incrivelmente sozinha. Então as pessoas contratam amigos para estes trabalhos, e então as linhas ficam turvas. Eles são seus colegas de trabalho, seus empregados, seus associados, seus amigos, sua mãe às vezes.”
“No caso do filme, o que eu penso que o torna interessante é que você tem estas duas mulheres que são co-dependentes e obcecadas uma com a outra em muitas formas. E elas não se encaixam em categorias normais do que todos nós sabemos ser um relacionamento. Nosso relacionamento deveria ter uma categoria. O filme se trata de ter uma relação muito única num mundo muito exótico, e ter um tempo muito difícil avaliando por quê isso está acontecendo e como lidar com isso. Sabendo que não é saudável e você deve estar recebendo coisas de outro lugar, e como isso te polariza e como no momento exato, isso traz vocês tão fodidamente juntas.”
- Ela fez uma tatuagem após fazer “Clouds of Sils Maria”.
“Eu fiz esta por causa do filme,” Stewart disse após lhe perguntarem sobre sua nova tatuagem no antebraço direito. “Eu dei a Valentine [sua personagem no filme] tatuagens para o filme, então eu tive transferências feitas. Você não sabe nada sobre Valentine, é tudo sobre Maria [a personagem de Binoche]. E esse é um enorme aspecto da história, é que ela nunca foca em si mesma. Elas nunca falam sobre sua vida, nunca. Eu queria mostrar pequenas indicações de, ‘Quem é aquela?’ Invés de apenas interpretar uma assistente que era comum. Ela tem interesses, ela vai aos lugares, você só não sabe onde eles são. E então eu fiquei tão ligada a essa que a fiz.”
“Está é uma parte de ‘Guernica’,” ela disse sobre a própria tatuagem. “É uma pintura de Picasso que eu vi quando tinha 18 anos e em Madrid. Ela me chocou pra caralho e é a primeira vez que respondi a uma obra de arte dessa forma. Ela é simplesmente perfeita para mim. Eu adoro o que ela me faz pensar. É como ‘continue, e continue com a fodida luz acesa’.”
- Ela não se considera uma atriz de performance diferenciada.
“Eu sou um simples tipo de atriz, e há tipos diferentes, que não são de performance diferenciada. Eu conheço um monte de atores que fodidamente amam isso. Como, tipo agora eles estariam cativando você. Isso vai contra a minha natureza. Essas coisas não andam juntas para mim, o que torna isso difícil às vezes.”
- Ela sente que foi mal interpretada quando chegou à fama.
“Não estou dizendo que a impressão de todos sobre mim é errado (isso seria uma coisa boba a dizer), mas inicialmente eu era considerada muito ingrata, como se eu não me importasse. Isso é uma coisa. Pensa qualquer coisa sobre mim, NÃO pense que eu não me importo. Foi porque eu estava nervosa e enlouquecendo pois todos estavam fodidamente me olhando.”
- Ela sabe como lidar com sua fama agora.
“Eu mudei totalmente, apenas numa forma que posso lidar. Não é como se eles estivessem certos, mas eles não estavam errados. Eu não penso que estava me transmitindo tão facilmente. Eu estava simples e totalmente sobrecarregada. A impressão não era tão definida. Estou um pouco mais velha e mais experiente com isso. É mais fácil falar com vocês sobre isso. Mas inicialmente, era apenas meio que impossível. Quando você é colocada nos holofotes e você não consegue pensar – era uma versão ridícula daquilo. Ela explodiu na minha cara. É hilário que a percepção é que eu não ligo, porque quando estava acontecendo, eu estava como, ‘Oh meu Deus, ninguém se importa mais do que eu!’.”
- Ela não está nisso pela fama.
“Com algumas pessoas você se pergunta por quê elas ainda estão fazendo o que fazem. O que está te levanto a este ponto? O trabalho tem um preço, que é uma coisa de filme eu penso. Você está dando tanto de si o tempo todo. Não é algo em sua genética que você retém. Isso pode realmente meio que te destruir, constantemente pensar sobre o que as pessoas pensam de você. As pessoas querem ser estrelas de cinema… é tanta besteira! Esse tipo de vida é uma enorme força dirigente na vida de tantos atores. Mas eles não serão pessoas felizes nos final, porque eles não estão fazendo nada para si mesmo. Eles estão sempre satisfazendo.”
- Ela pensa que atores são “estranhos”.
“Se você não tem nada para colocar, você não dará muito,” ela diz sobre seu ofício. “Sair e viver sua vida e nos mostrar algo que você já aprendeu. Eu já trabalhei muito. Não é como se eu tivesse tirado férias. Não são férias que ajudam, é administrar a hora de colocar e de dar. A maioria das pessoas vive suas vidas felizmente. O impulso de fazer coisas não está em todos. A maioria das pessoas que tem esse impulso são estranhas. Elas precisam tomar conta de si mesma.”
Via
Cannes 2014: Entrevista de Robert a Hello Magazine
Você gosta da pressão de Cannes?
Definitivamente. É uma energia diferente e não como uma estreia normal, onde estão apenas amigos do estúdio ou o que seja. Há uma chance muito real de que as pessoas vão ser sinceras sobre se eles gostam ou não. É emocionante. Acho que as pessoas estão mais interessadas e falam sobre os filmes depois – eles não estão indo só para a exibição para que eles possam ir para a festa; eles realmente querem ver.
Em The Rover, seu personagem Rey aprende a atirar. Você está confortável usando armas?
Na verdade não, eu não sou um grande fã. Eu só acho que é estranho as pessoas terem armas, é meio que bobo. [Risos] Eu quero dizer, eu acho que as pessoas deveriam apenas se livrar delas completamente.
Como você se sente sobre a violência em filmes?
Eu nunca gostei de filmes que se deleitam com violência. Eu só acho que é meio nojento. Eu não sei – Eu não quero ver alguém sendo torturado.
Você estrela ao lado de Guy Pearce. Foi divertido? Ele era intimidante?
Não – mas ele é muito forte, então quando você está sendo jogado por ai, isso realmente dói muito. [Risos] E ele estava ali o tempo todo.
Ele é reconhecido como um bom ator. Isso é importante para você quando trabalha?
Sim, cem por cento. Eu ouço alguns atores dizendo que não lêem críticas ou se preocupam com isso e eu acho que eles estão inventando isso. Todo mundo se preocupa se as pessoas acham que é bom.
Será que você gostou de filmar no Outback australiano?
Eu adorei. É tão estranho e não há nada por quilômetros e é pacífico.
Você gosta de solidão e espaços abertos?
Sim, eu gosto de espaços abertos. E também tem estrelas incríveis.
Você consegue ficar sozinho, tanto quanto você quer nos dias de hoje?
Sim. Bem, sim, mas não dessa forma, onde você está realmente sozinho.
Você desistiu dos blockbusters como a Saga Crepúsculo?
É [apenas um caso de] esperar o diretor certo. Nada surgiu. Isso não quer dizer que eu não quero fazer isso, mas blockbusters levam muito tempo para filmar também, então eu acho que você tem que realmente, realmente, realmente querer fazê-lo. Há muita pressão e você simplesmente não vê muitos papéis interessantes em grandes filmes, especialmente para os caras jovens. É a mesma coisa o tempo todo.
Há uma série de adaptações de quadrinhos no momento. Há um personagem que você gostaria de fazer?
Eu nunca fui realmente fã de histórias em quadrinhos quando eu era criança, então eu realmente não tenho essa conexão. Você também tem que malhar muito. É apenas um grande transtorno. [Risos]
Você pode nos dizer alguma coisa sobre o seu novo projeto com Olivier Assayas?
É uma história verídica sobre um grupo de ladrões que roubam uma loja em Chicago, sem saber que é uma fachada para a máfia. É uma história bastante simples, mas é tão densamente escrita e segue a verdadeira história incrivelmente bem. É incrivelmente realista e verdadeiro conjunto. É realmente legal; muito, muito legal.
Será que isso irá trazê-lo de volta a Cannes?
Tomara. Parece um pouco como um filme de Cannes, mas é realmente brutal. Mas isso parece como um filme de gângster totalmente não-clichê, o que é totalmente difícil de se fazer.
Você cantou em Crepúsculo e também compôs uma música. Você vai lançar um álbum algum dia?
Eu quero fazer um, só não sei sobre lançar um. Eu não sei, eu realmente não posso lidar muito bem com a crítica e eu já tenho recebido isso de um ângulo. Eu não sinto a necessidade de obtê-lo de outro lugar.
Cannes 2014: Entrevista de Kristen com ‘Wall Street Journal’
CANNES – França – Na cena de abertura de “The Clouds of Sils Maria”, apresentado no final do 67th Cannes Festival na última sexta-feira, a personagem de Kristen Stewart, Val, está claramente estressada. Enquanto o trem serpenteia a rota de montanhas sinuosas dos Alpes Suíços, Val está segurando seus vários celulares estridentes, amaldiçoando a má conexão, e tentando lidar com a enxurrada de mídias indesejáveis, diretores importunos e notícias dramáticas que irão mudar drasticamente toda sua agenda.
No filme, Stewart interpreta o papel de uma mera assistente pessoal de óculos da glamourosa Maria Enders, uma famosa atriz quarentona, brilhantemente interpretada por Juliette Binoche. É o trabalho de Val organizar cada ínfimo detalhe, ter certeza que Maria está na hora para provar suas roupas da Chanel e ,até mesmo, dirigir a atriz pelos diálogos de seu roteiro.
Altamente elogiada por sua atuação sutil pelos críticos de Cannes, Kristen Stewart diz que está feliz por ter tido a chance de explorar o outro lado da fama, com toda ambivalência e fascinação sobre a cultura das celebridades que o papel requiriu.
“A razão pela qual este filme foi feito não foi para fazer uma declaração sobre como a mídia pode ser superficial, mas foi muito divertido para mim ser a pessoa que diz isso,” Stewart diz. “Obviamente, eu já tive mais experiência com a mídia, então isso deixou mais divertido ainda.”
“Eu não tenho uma assistente pessoal agora,” a atriz diz, “mas eu já tive uma no passado e eu definitivamente entendo a dinâmica. A diferença é que eu nunca tive tal relação de co-dependência.”
Partindo do que Stewart tem experimentado “na vida real“, ela diz, que houve momentos durante a filmagem quando a atriz treinou sua co-estrela, Juliette Binoche, para fazer sua performance mais crível. “Quando estávamos saindo do carro para andar no tapete vermelho, Juliette simplesmente abriu a porta e começou a sair. Eu disse, ‘o que você está fazendo? Uma estrela nunca faria isso!’.”
Em um ponto no filme, a personagem de Stewart, Val, defende ardentemente a jovem estrela de grande arrecadação Jo-Ann Ellis (Chloe Grace Moretz), que interpreta o oposto de Maria em seu próximo novo papel no teatro. Ao contrário da imagem irresponsável de Jo-Ann nos tabloides do YouTube, Val diz a Maria que ela não deveria julgar uma atriz que acabou de sair da reabilitação tão duramente.
“Ela não quer ser engolida pela máquina de Hollywood,” Val diz. Como é que Kristen Stewart conseguiu desviar de algumas das armadilhas da cultura das celebridades?
“Quando eu peguei o papel,” Stewart disse, “Eu realmente gosto de pensar, e não me importo com o que as pessoas pensam sobre elas depois. Eu realmente quero a experiência. Eu penso que muitos atores – não os bons – são apenas produtos orientados, como é o negócio.”
“Filmes americanos são tão bem embrulhados e entregues,” ela continua. “Eles pensam por você. Como as histórias nos tabloides – elas são tão facilmente consumíveis. Mas como eu disse, eu adoro grandes filmes americanos – eles são minhas fundação, onde eu cresci – e ainda quero fazê-los.”
“Kristen é tão poderosa e tem uma presença forte,” disse o diretor francês Olivier Assayas. “Eu escrevi um papel neste filme esperando que ele seria remotamente interessante para ela. Eu honestamente não pensei que ela faria isso. Eu pensava que o assunto seria muito tocante, mas ela gostou da ideia.”
Stewart diz que ela ficou emocionada ao aceitar um papel num filme de Assayas após um período de seca tão longo. “Eu não fiz um filme por tanto tempo, porque não me ofereceram nada que eu gostei. Eu não trabalhei por dois anos.”
“Eu quero começar a dirigir,” a atriz adiciona. “Ainda é um caminho alternativo, mas vou começar a dirigir e fazer curtas. Você aprende ao cometer erros, mas isso é definitivamente no que eu quero me focar em seguida.”
Cannes 2014: Entrevista de Kristen com ‘Le Monde’
Dois anos após ‘Na Estrada’ de Walter Salles, Kristen Stewart subiu os degraus de Cannes, na sexta-feira dia 23, por seu papel em ‘Sils Maria‘ de Olivier Assayas. Notável de ponta a ponta, a estrela da Saga Crepúsculo interpreta a assistente de uma celebridade, interpretada por Juliette Binoche.
Le Monde: Como foi a exibição?
Kristen Stewart: Muito bem. Talvez seja porque sou americana, e nós consideramos o cinema principalmente como um entretenimento, mas eu não pensei inicialmente que um filme descaradamente filosófico poderia ser interessante para um público daquele tamanho; no entanto, parece como se fosse o caso, eu acho.
Le Monde: Com o papel interpretado por Chloe Grace Moretz, sua personagem encarna os Estados Unidos, num filme que ainda é europeu.
Kristen Stewart: É a primeira vez que filmo um filme inteiro na Europa, na verdade. Em um ponto, eu fui considerada para interpretar a personagem de Chloe. Na minha opinião, teria sido um erro… Eu queria a oportunidade de criticar a consumo em massa de vidas falsas criadas pela mídia através da minha personagem. Quando você pensa sobre isso, é um fenômeno estranho, que beneficia ninguém intelectualmente. Por que divagar culturalmente desta forma? Alguns dos meus diálogos refletem exatamente o que eu penso desta estupidez. Olivier encontrou as palavras certas.
Le Monde: O que te fez aceitar o papel?
Kristen: Depois que Charles produziu ‘Na Estrada‘, ele me convenceu que Olivier era o diretor perfeito para mim. Eu fiquei encantada pelo roteiro na mesma hora. Olivier me disse que ele tinha escrito o roteiro sem pensar em mim. Na verdade, seu olhar sobre o consumo da arte já era dessa forma. Vamos apenas dizer que comigo lá alguns momentos ficaram um pouco mais excitantes, por conta das minhas experiências passadas.
Le Monde: Você estava ciente da história dele no mundo do cinema?
Kristen: ‘Sils Maria‘ parece muito diferente comparado aos seus filmes anteriores, para mim. Ele está mais calmo e pensativo. Juliette o levou a escrever sobre duas gerações diferentes de artistas mulheres – o que elas tem que desistir para viver pela sua arte e o que elas ganham em retorno.
Le Monde: Ele é um diretor que filma maravilhosamente o movimento…
Kristen: Ele encena suas cenas meticulosamente, mas nunca senti como se estivesse sendo prejudicada quando estava me movendo. Eu sentia como se estivesse dançando com a cabeça do cinegrafista, que se aproximava de mim toda vez que eu ia muito longe de onde eu deveria estar. As filmagens foram muito suaves, livres e serenas. Isso é o que faz algumas cenas, até mesmo as mais teatrais, parecem tão cheias de vida.
Le Monde: Uma palavra sobre sua parceria com Juliette Binoche?
Kristen: Oh meu Deus, somos tão diferentes! Ela estava sempre ensaiando. Quanto a mim, eu aprendia minhas falas vinte minutos antes de cada cena. Somos parecidas, ela e eu, mas nossa forma de realizar as coisas não poderia ser mais diferente.
Le Monde: Você está rodeado de uma multidão de assistentes. Eles te inspiraram para o papel?
Kristen: Eu tenho tantos! É uma dinâmica realmente interessante. Assim que minha personagem percebe que ela somente responde ao que se pede, sem ser capaz de dar mais de si mesma, ela vai embora. Eu já vi relacionamentos profissionais acabarem também. Eu adoro filmes que lidam com o processo de produção.
Le Monde: Em ‘Maps to the Stars‘ de David Cronenberg, também na competição em Cannes, Robert Pattinson interpreta o assistente de uma celebridade. Você já viu o filme?
Kristen: Ainda não! Mas irei.
Le Monde: Cinco anos após Férias Frustradas de Verão, você está escalada novamente com Jesse Eisenberg em ‘American Ultra’ de Nima Nourizadeh…
Kristen: Jesse e eu temos uma cumplicidade linda. Nós não temos medo de mostrar que estamos nervosos. É uma comédia de ação, muito comercial, mas nós dois a levamos a sério. Eu realmente acredito no que minha personagem diz em Sils Maria: Se é bem feito, um filme comercial pode tocar cada faceta sua. Não é necessariamente o caso de filmes pretensiosos.
Cannes 2014: Entrevista de Robert para a Vanity Fair
Robert Pattinson sabe uma coisa ou duas sobre o preço da fama, então vale a pena escutar quando ele diz que se preocupa com as estrelas infantis que conhece em Hollywood. Quando você vê essas crianças assim, só há um caminho: você quer entrar em terapia agora ou se tornar um serial killer, ou se matar. Quero dizer, você pode ver isso no começo—é aterrorizante.
Há uma criança no centro de Maps to the Stars, um dos dois filmes de Pattinson estreando neste ano no Cannes Film Festival. Evan Bird, que você deve reconhecer de The Killing, interpreta Benjie, uma estrela de TV viciado e cheio de títulos com 13 anos de idade, e Pattinson interpreta um motorista procurando por uma estreia no show business. Dirigido por David Cronenberg, que previamente colaborou com Pattinson em Cosmópolis (2012), o filme é uma sátira selvagem de Hollywood que também estrela Julianne Moore como uma histérica atris de meia-idade, John Cusack como um treinador de vida diabólica, e Mia Wasikowska como um anjo vingador que deforma sortes.
Pattinson tem um papel mais carnudo no filme de estrada pós apocalíptico de David Michôd, The Rover, retratando um bandido não muito brilhante que cai sob o feitiço de Guy Pearce. Enquanto os dois fazem seu caminho através do interior australiano, a personagem de Pattinson se torna mais confiante – e mais mortal – a cada minuto.
VF.com falou com Pattinson em Cannes, e perguntou sobre como ele se preparou para os papéis, o que ele acha mais ridículo sobre Hollywood, e como ele lidou com estrelato repentino a tenra idade de 21 anos.
David Michôd tem conversado muito sobre a história de fundo de The Rover, que é situado em “10 anos após o colapso”. O quanto ele te contou sobre seu personagem?
Bem, não muito. Eu continuei questionando este aspecto. ‘O que é este colapso econômico? Eu quero saber detalhes disso.’ Então eu percebi que realmente não faria diferença alguma ao meu personagem.
O personagem de Guy Pearce se refere a você como um “imbecil”. Você o interpretou como alguém com uma deficiência verdadeira, ou somente alguém que não foi bem educado?
Eu estava pensando que ele é quase como alguém que disseram que há algo errado com ele e, na verdade, não há – mas lhe disseram isso tantas vezes que ele simplesmente aceita isso.
Ele me lembra um pouco de Jesse Pinkman de Breaking Bad.
Sim, eu acho que há uma trajetória parecida. Mas mesmo que ele se prove em situações obscuras, ele nunca realmente quis fazer aquilo em primeiro lugar – e isso meio que o quebra.
E aquelas manchas marrons em seus dentes? Foi um processo diário?
Sim, quero dizer, inicialmente era [para ser assim], eles não tem flúor na água então os dentes de todos estavam estragados, mas depois eu acabei sendo o único com dentes realmente estragados. Eu deixei esse elemento que, ele era apenas uma daquelas crianças que não escovava os dentes. Eu penso que isso é de uma pessoa muito distinta, e eu conhecia muitas delas na escola – crianças que tinham dentes marrons aos 11 anos e eram sempre, tipo, muito estranhas.
Você é um cara que vive como se fosse o fim do mundo? Você pensa que o fim está próximo a menos que façamos uma mudança de hábitos?
Hm, não, na verdade. Provavelmente porque sou simplesmente bastante ignorante e tenho uma boa vida. Eu acho que tudo é bastante cíclico. Definitivamente existem coisas extremamente preocupantes – e por causa do quê? Então você pode jogar vídeo game o dia todo? Isso é meio ridículo.
Realmente parece que pode haver uma punição em algum ponto. Especialmente se nos comportamos como as pessoas em Maps to the Stars.
Eu penso que eles irão simplesmente comer um ao outro. Não penso que eles irãi afetar mais alguém. Eles são muito egocêntricos.
Então, quando David Cronenberg ligou e disse: “Vamos fazer outro filme juntos” você ficou animado?
Sim, eu ainda não tinha lido o roteiro e fiquei tipo, “Sim”. Esse foi outro personagem que não tem qualquer tipo de história por trás ou qualquer coisa. Eu disse: “Que tipo de homem que você acha que ele é?” E ele disse: “Eu não sei, o que você acha?” E nós filmamos em dois dias e eu pensei, Ótimo. É exatamente o que aconteceu em Cosmópolis. Nós não falamos sobre isso, e em seguida, começamos a filmar e cada cena que eu fiz foi uma tomada. Isso é ridículo.
Assim, ele apenas permite que você leia o roteiro e encontre o personagem por si mesmo?
Com Cosmópolis, ele sabia exatamente o que queria. Com Maps, ele só gostava do que eu estava fazendo na primeira tomada.
Vocês estavam preocupados com toda a reação que pode haver na comunidade se vocês estão zombando das pessoas de Hollywood?
Eu não acho que nós realmente estávamos zombando. Embora eu gosto de que basicamente a única crítica negativa que tivemos foi do The Hollywood Reporter.
Você atingiu um nervo.
Eu realmente não acho que o filme está zombando de Hollywood. É muito específico [para esses personagens]. Acho que Benjie é provavelmente o personagem mais verdadeiro. Eu conheci muitos garotos como ele. A cena com ele e as meninas reclamando sobre todo mundo—você simplesmente pode ver muito disso. Quando você vê essas crianças assim, só há um caminho: você quer entrar em terapia agora ou se tornar um serial killer, ou se matar. Quero dizer, você pode ver isso no começo—é aterrorizante.
Você ficou famoso bem cedo. Como você lidou com essa estranheza de ser tão rico e famoso em uma idade tão jovem?
Eu fiz Harry Potter quando eu tinha 17 anos, e nada aconteceu depois disso. Quero dizer, eu fiz bastante dinheiro em comparação com alguém da minha idade, foi incrível. Mas eu quero dizer, eu só fiz coisas pequenas na TV depois. Mas eu tinha que viver dos 18 aos 21 anos, você tem seu próprio apartamento e, basicamente, eu não estrelei Crepúsculo até ter 21. É diferente, porque você ainda é jovem, mas teve uma vida anterior. Enquanto que se você tem 10, essa é uma coisa totalmente diferente.
Você encontrou Justin Bieber na festa da Vanity Fair na outra noite?
Não, na verdade. Porém eu o conheci antes, em seu ônibus de festa. [Risos] Eu o encontrei umas duas vezes. Ele é legal. [Risos.]
Se você fosse dirigir uma sátira de Hollywood, que parte você destacaria?
Eu não sei. As pessoas fazem muito sobre as mulheres envelhecendo, mas você já leu este livro chamado Money do Martin Amis? Eu penso no velho ator, Lorne Guyland, que é um excelente personagem, onde você não pode evitar que seja um filme de macho alfa, mas você tem 78 anos. É engraçado, porque é um traço tão feminino. É tão engraçado como toda a sua vida é sendo um macho, mas apenas em filmes.
Você canta um pouco em The Rover, e eu ouvi que você está trabalhando em um álbum. Podemos esperar ouvir um pouco de sua música em breve?
Eu não sei de onde veio isso. Todos os anos, algo sai sobre isso. Estou sempre tentando trabalhar em outras coisas, mas eu não sei. Eu sou meio que, de alguma forma, muito sensível a críticas; eu tenho crítica suficiente para enfrentar.
Cannes 2014: Entrevista de Robert ao Le Nouvel Observateur
É mais difícil gravar em Hollywood ou no deserto australiano?
Em Hollywood… porque toda vez que gravamos ao ar livre, tem tipo… uns 50 paparazzi… por todo lugar. Quando estávamos filmando as cenas no carro, estávamos literalmente cercados por eles o tempo todo. Isso é tão chato. E no deserto foi ótimo, não havia ninguém lá, e fica bem mais fácil de focar e concentrar. Muito melhor lá.
Seus dois filmes exibidos no Festival de Cannes são anti-sistema. Eles condizem com a suas opiniões políticas?
Eu acho que eu seja um pouco Liberal. E isso é meio que impossível de não ser quando você é um ator… mas, eu acho…
Há alguns atores que não são…
Eu sei… e nem mesmo consigo entender isso, tipo…é impossível.Eu sou apenas uma pessoa maluca.
E às vezes são os mais radicais…
Eu não sei… eu acho que devemos prestar mais atenção para a situação dos oceanos. Enfim, eu não sei se esta é realmente a política. Mas sim… eu tento realmente não posso levar a sério. Talvez eu não saiba muito sobre o assunto, mas …quando vejo que a maioria dos países ocidentais são controlados por 5 ou 6 grandes grupos industriais, eu sinto que tipo… votar é meio que uma piada. Enfim, eu acho que nem deveria está dizendo isso.
Mas fazer filmes é um ato político…
É… e eu tento fazer filmes que falam sobre essas coisas. Mas é meio que sobre a individualidade, as relações humanas, mais do que esses grandes temas.
Foi fácil reorientar sua carreira para o cinema autoral após Crepúsculo?
É… levou um pouco de tempo. Digo… as pessoas eu conheci há muito tempo, mas pra acontecer mesmo, só foi neste ano e para o ano que vem. Digo, com os diretores tem sido uma relação de 4…5 anos e, de repente, vieram todos os trabalhos ao mesmo tempo. Cosmópolis realmente mudou tudo. Assim que eu comecei a trabalhar com David, tudo ficou mais fácil, tipo…David Michôd ligou para Cronenberg pra saber como seria o trabalho e coisas do tipo.Foi fácil, Cronenberg mudou completamente tudo.
Ele realmente abriu as portas…
Sim…ele abriu todas as portas.
Depois de dois filmes filmando em uma limusine… Você tem uma agora?
Na verdade, ele é o carro mais agradável para se dirigir! E eu tenho o desejo de ter um, e ninguém na verdade nunca suspeitou disso.
Então você não tem uma?
Eu não tenho uma… ainda!
Não é fácil para estacionar…
Isso é!
Kristen vai apresentar um filme do Assayas aqui. Isso é coincidência?
É uma história muito parecida pelo que sei. E eu vou gravar com Assayas… em novembro.
Que ótimo!
É louco.
Qual o nome do filme?
É Idol’s Eye… é um filme de gangster. É uma história verídica sobre esse cara, um ladrão que rouba um sex shop sem saber que é uma fachada da máfia. O roteiro é genial. Eu acabei de ler e é incrível.
E você conheceu o Assayas através da Kristen Stewart?
Não, eu conheci ele em Nova Iorque há 2 anos e meio. E eu estou ligado a isso há eras, mas se tornou real mesmo a 3 meses atrás.
Cannes 2014: Entrevista de Robert ao BFMTV
Robert: Eu meio que… eu adoro este Festival, e adoro todo o público aqui, é muito empolgante. Isso meio que dá a sensação de que estou fazendo a coisa certa.
E você precisa ter a certeza?
Robert: 100% de certeza! Todos os atores precisam disso, porque somos as pessoas mais inseguras do mundo. E todos que falam que não, estão mentindo.
É sério isso?
Robert: Sim… digo, eu realmente não sei se quero chocar as pessoas. É meio que… divertido atirar nas pessoas e essas coisas. Tipo, você volta a trabalhar e a única coisa que tem que fazer é atirar nas pessoas. E isso é tipo… claro que você não pode fazer isso na realidade. Mas é divertido! E também faço bastante cenas de sexo, e eu nem sei o porque… e isso é estranho. Porque eu acho… especificamente em minha carreira. Porque em todos os filmes tem pelos menos unas 2 cenas de sexo.
É verdade que seu primeiro contato com Julianne Moore foi na cena de sexo?
Robert: Sim… nós nem mesmo tínhamos nos falado antes. E o mais estranho é que no outro filme de Cronenberg essa também tinha sido a primeira vez que tinha me encontrado com Juliette Binoche, e também foi assim… em uma cena de sexo em um carro. Isso é bem engraçado.
25.5.14
Cannes 2014: Robert fala sobre The Rover com Sydney Morning Herald
(…)
Dentro desse ambiente, duas personagens se encontram e juntam forças – por razões que só gradualmente se tornam claras. Michôd escreveu um dos papéis com uma de suas estrelas de Reino Animal em mente: Guy Pearce. Pattinson, no entanto, estava longe de seus pensamentos até que eles tiveram um encontro não relatado em Los Angeles.
“Eu gosto de conhecer ator, e gosto de conhecer atores cujos trabalho eu não estou necessariamente familiarizado,” Michôd diz. Ele nunca tinha visto nenhum dos filmes de Crepúsculo, a franquia enormemente bem sucedida de romance de vampiros que fez Pattinson um nome conhecido e uma etiqueta para os paparazzis. “Mas eu ouvi muitas pessoas dizerem que ele é interessante.” Quando eles se encontraram, ele achou Pattinson “muito inteligente e não o tipo de garoto bonitinho que eu estava esperando.”
Conversando com Pattinson, nos estágios finais de filmagem, é claro que ele estava mais do que entusiasmado. Ele já estava ciente dos membros da Blue-Tongue e tinha visto muitos dos filmes. “Eu gosto da forma que eles trabalham juntos e mantêm tudo consideravelmente firme. Isso lembra-me de mim e meus amigos, e eu sabia que era este o tipo de ambiente que eu queria trabalhar – com um bando de pessoas jovens que eram ambiciosas.”
Além disso, ele adorou Reino Animal. Quando The Rover apareceu em seu caminho, ele estava dentro.
“Era um roteiro tão surpreendentemente original. Quando eu o li, pensei, este é um daqueles papéis onde você pensa ‘eu adoraria fazer isso, mas não sei se vou conseguir’.” Ele fez muitos testes na casa de Michôd em Los Angeles. “Eles eram exaustivos, duravam cerca de três horas, mas foi meio divertido. Eu gostava da forma que ele trabalhava na audição. Normalmente, elas são experiências horríveis.”
A personagem de Pattinson, Rey, é um americano. Ele e seu irmão tem que ir para a Austrália para trabalhar, mas caíram em tempos difíceis. Ele é ingênuo e confiante “de uma forma muito estranha. Ele foi criado para acreditar que não é capaz de ser independente. [Ele é] alguém que sempre foi cuidado e levou isso com ele em sua vida adulta.”
Então quando ele perde o contato com seu irmão no começo do filme, ele é preso. “Ele se apega à primeira pessoa que chega perto” – e isso acaba sendo com a personagem de Pearce, que tem um motivo oculto para juntar forças. “Não importa como ele é tratado, Rey só quer agradá-lo. Há algo tão estranho e perturbador sobre a relação toda.”
(…)
The Rover será exibido como parte do Sydney Film Festival, que ocorre de 4 a 15 de Junho. David Michôd vai discutir o filme com Guy Pearce, Robert Pattinson e a produtora Liz Watts no Sydney Town Hall em 8 de Junho.
Cannes 2014: Nova entrevista de Robert com ET Canada
Muitas coisas na vida são de quebrar os nervos como audições para um papel num filme. Até mesmo para Robert Pattinson, um dos atores mais bem sucedidos e popular no mundo, fazer a audição para um papel pode ser uma experiência quase insuportável pelo estresse. Para conseguir o papel de protagonista em The Rover, por exemplo, Pattinson teve uma audição na frente do diretor David Michôd (Reino Animal), e pela sua própria opinião, a audição foi boa.
“Sou tão ruim em fazer audições e eu estava com muito medo de que não conseguiria,” Pattinson conta ao ET Canada exclusivamente. “Eu lutei muito, muito por isso.”
O que fez Pattinson – um ator sem escassez de roteiros vindo em sua direção – lutar tão duro para este papel em particular? Como Pattinson explicou, o papel de Reynolds (vagabundo ingênuo e com mente simples) era simplesmente muito bom para se deixar passar.
“É uma personagem que realmente não tem nenhuma restrição,” ele disse. “Não é realmente especificado de onde ele é ou quais são seus desejos ou até mesmo seu estado mental e me senti muito relaxado o fazendo porque você poderia simplesmente fazer o que quisesse, basicamente.”
Ao contrário de durante sua audição, Pattinson estava completamente relaxado interpretando a personagem durante as filmagens – uma experiência que a estrela de Crepúsculo diz ser a primeira. “Pareceu por um segundo que eu sabia o que estava fazendo porque eu simplesmente meio que caí na atuação e, realmente, nunca senti aquilo antes,” ele disse.
Cannes 2014: Robert fala sobre as reações de Hollywood em relação a ‘Maps to the Stars’
(…)
Os negócios com base em Los Angeles como a Variety e o Hollywood Reporter, por sua vez, fizeram críticas tépidas, em parte citando-o como “severamente negativo”, enquanto a imprensa estrangeira tem sido mais gentil. O produtor do filme, Bruce Kats, diz que esta não é uma coincidência, perguntando-se o filme bateu um pouco perto demais de casa para publicadores de orientações em Hollywood.
Pattinson, que a após a série “Crepúsculo” tem sido compartilhado em grandes sets de Hollywood, disse que ficou surpreso com alguns de seus opositores.
“As pessoas estão dizendo que isso é ruim?” ele perguntou quando dito algumas das reações mais cedo, adicionando, “O papel infantil do ator sempre foi muito real. Quase todos os sets que já estive tem alguém assim.”
Questionado por suas experiências com alguns dos retratos mais narcisistas, ele disse, “Bem, Hollywood atraí pessoas loucas, e então você adiciona um monte de dinheiro, então…” ele para de falar.
(…)
“Maps” será exibido novamente no festival, assim como em Toronto, antes da estreia nos Estados Unidos na primavera pela distribuidora canadense de base independente eOne.
(…)
24.5.14
Cannes 2014: Robert no ‘Le Grand Journal’
Vídeos:
Tradução
Antoine: É um filme maluco de estrada, violento, tendo lugares no largo espaço australiano, e num futuro próximo, então não é um remake de Mad Max, certo?
Guy Pearce: Oh, eu não penso que é Mad Max novamente. Não é consideravelmente tão provocador/de campo como Mad Max. Mad Max tem este certo nível de surrealidade, o nosso é mais frio, e encara mais valores/a verdade.
Antoine: É o segundo filme de David Michôd, ele também dirigiu o grande Reino Animal em 2011 no qual você também interpretou, Guy. E você Rob, quando viu o filme, fez um comentário divertido e disse que era a primeira vez que você realmente sentiu que se viu como um adulto.
Robert Pattinson: Sim, não tenho certeza se isso é verdade completa. Mas sim, apenas no ano passado… De alguma forma, eu não sei. Este é provavelmente o filme mais maduro que já fiz, além de Cosmópolis que foi bem maduro.
Antoine: Cosmópolis de Cronenberg, com quem você trabalhou novamente neste ano. Vamos falar sobre isso mais tarde.
Augustin: Nós temos que dizer Antoine que é uma performance verdadeira, o papel desta personagem Rey, que é um pequeno deficiente mental, com a voz cansada e gestos estranhos, e que parece sempre parecer perdido. Isso não é realmente o tipo de papel que estamos acostumado a vê-lo interpretar, Robert Pattinson. Isso foi um desafio como ator para você?
Robert Pattinson: Sim, mas foi meio que ótimo ao mesmo tempo. Foi um papel livre. Não havia muitas constrições. Com essa performance, você poderia fazer qualquer coisa que quisesse e, além disso, o roteiro era tão perfeito, eu não tive que fazer nada.
Antoine: Guy, você pode nos explicar o que Rover* significa? Eu penso que isso tem um duplo significado, que dá significado ao filme.
Guy Pearce: Bem, eu não sei se consigo explicar o que rover é. Eu penso, que você está certo, há provavelmente vários significados e há um que não vou explicar aqui porque poderia dar muitas informações. Há este sentido de busca, de procura e com o personagem que eu interpreto – ele meio que perdeu tudo em sua vida. Ele está numa espécie de missão agora, tentando fazer esta única coisa em sua vida. É uma história pesada, é alguém que alcançou o fim da estrada, a estrada nômade.
Augustin: A história toma lugares bem no meio do deserto australiano, eu penso que os principais problemas que vocês tiveram enquanto filmavam foram os mosquitos, as condições de filmagem eram muito mais complicadas do que eu entendi, certo Robert Pattinson?
Robert Pattinson: Sim, foi meio inacreditável. Eu nunca percebi que o chapéu australiano que eu comprei, na verdade, tinha um propósito. Pensei que fosse uma regra de moda. É meio que incrível depois de um tempo que você se acostuma a isso, você fica zen e em paz. Na verdade, é triste.
Antoine: Guy, o deserto australiano não tem mais segredos com você desde você interpretou em Priscila, a Rainha do Deserto em 1994. Você conseguiu se remover do papel de Felicia ou você continuou com os vestidos para desfilar no tapete vermelho?
Guy Pearce: Eu, na verdade, nem tenho mais os vestidos. Eu não acho que eles servem mais, estou mais pesado do que costumava ser e essencialmente deixei de lado os saltos agulha. Penso que eles estão num museu agora. Tenho boas memórias disso. Eu não estava aqui, mas eu acho que o filme foi apresentada aqui há 20 anos.
Antoine: Estão me dizendo que Sebastian está em algum lugar na multidão.
Sebastian: Nós temos enormes convidados agora, não é Kev Adams ou Tomer Sisley, é Robert e Guy e encontramos uma família de Cannes esta manhã que tem seu próprio salão de beleza, há Lena, tia Yvonne, a família toda está aqui e eles tem uma pergunta: Robert, você está solteiro? E se você estiver, a família toda tem uma chance com você?
Robert Pattinson: Huh, sim.
Antoine: Robert, você é da família no la Croisette e você também está na competição com Maps to the Stars de David Cronenberg. Há dois anos, você desfilou no tapete vermelho, ainda com David Cronenberg. Eu sei que você é um grande fã de Cannes, porque me contaram que quando você era uma criança poderia comprar cada DVD com o logo de Cannes nele só para mostrar na frente de seus amigos. É verdade?
Robert Pattinson: Sim, eu costumava pensar que isso iria realmente impressionar as pessoas, mas isso é só na França. Mas sim, eu faria isso para tentar alcançar as garotas.
Antoine: Guy, você trabalhou com Curtis Hanson, Christopher Nola, Riddle Scott. David Cronenberg está entre os diretores que você gostaria de trabalhar hoje?
Guy Pearce: David Cronenberg, certamente. Se ele pensasse que eu fosse certo para o papel – quero dizer, David obviamente é um diretor incrível, alguém que empurra os limites e explora territórios interessantes, então como um ator, eu acharia qualquer coisa que ele me oferecesse interessante para fazer. Se ele está aí fora e procurando por um homem australiano, estou dentro.
Antoine: Robert, se você pudesse arranjar isso, seria muito cortês de sua parte.
Guy Pearce: Robert, se você arranjasse um trabalho para mim com David, eu vou encontrar uma namorada para você aqui em Cannes.
Assinar:
Postagens (Atom)















.jpg)
.jpg)




























































