26.8.14
Entrevista de Robert ao Yahoo! Movies sobre The Rover
Os filmes de Crepúsculo foram, claramente, uma benção para Robert Pattinson, mas meio que uma maldição: o britânico de 28 anos tem feito trabalhos extras para sair do molde pin-up, gravitando em torno de grandes indies como Cosmópolis de David Cronenberg e o desta semana The Rover, dirigido pelo cineasta David Michôd de Reino Animal. A participação, às vezes brutalmente violenta, de Pattinson no filme como um “imbecil” deixado para a morte que se junta a um Guy Pearce vingativo enquanto eles passam pelo campo e pós-apocalipse na Austrália. O muito clicado Pattinson falou conosco sobre ir fundo e ficar sujo para o papel, sua estratégia para manter os fotógrafos longe, e qual artista reacendeu seu amor pelo hip-hop.
Vamos falar sobre sua aparência neste filme. As pessoas disseram que você “ficou feio” para o papel.
A única coisa estranha [que eu tive] foram os dentes. Eu pensei que todos iriam ter dentes de merda ali. Então acabei sendo a única pessoa lá com dentes de merda [risos]. Mas eu meio que gostei da ideia disso, porque fui para a escola com pessoas que não escovavam seus dentes quando crianças, e sempre acabavam sendo estranhos.
O que você fez para ficar com aqueles dentes sujos?
É como uma pintura, e sempre que havia uma cena longa, ela se apagava do meu dente. Então eu acabava com dentes brancos no final da cena, o que eventualmente tornou-se um grande estorvo. Mas era meio que legal. Era tão estranho quando você virava e se via (no espelho) e lá estava esta coisa esquisita saindo de seu rosto.
Você saiu muito em público para conseguir reações, ou até mesmo para entrar no personagem?
Sim, [mas] não havia lugar algum para ir, na verdade. É divertido: quando você está com a cabeça raspada, menos pessoas chegam e te pedem fotos [risos]. É por isso que sempre tento manter meu cabelo muito curto.
Eles ficam como, “Não, não, eu não quero esse Robert Pattinson.”
Exatamente. “Eu quero aquele sexy!”
Você é muito lembrado por cantar junto a música de Keri Hilson, “Pretty Girls Rock” neste filme. Você teve alguma mão na escolha dessa faixa?
Eu meio que gosto muito dessa música. Eu não percebia quão grande era essa música. Eu nunca tinha ouvido-a antes. David mandou-a por e-mail para mim e eu fiquei como, “Uau, onde você achou isto?” Eu pensei que fosse uma faixa original, ou uma coisa muito pequena que ele achou em algum lugar. Mas pensei que era meio perfeito para isso. Assim que ele a colocou, fiquei como, “Isso é hilário.”
Qual é o seu relacionamento com a música pop? Você é um fã?
Eu acho que não ouço muita música pop. Eu escuto, quase exclusivamente, hip hop, especialmente em LA. Eu ouço Shade 45 na Sirius.
Quais são seus favoritos?
Estou um pouco obcecado com o Tyga no momento. Não sei por que, eu tive repentinamente esse renascimento do hip hop. Eu não ouvi isso por anos, e agora estou obcecado. Quando eu estava na escola, de 1997 até 2003, eu gostava muito, muito de hip hop. Todas as minhas músicas favoritas são daquela época. Mas há muitas pessoas novas; eu atualmente gosto muito das coisas do Chris Brown [risos].
Amy Nicholson, o crítico do LA Weekly, escreveu sobre The Rover, “Pattinson parece ter escolhido este papel precisamente, porque ele vai mandar seus fãs de Crepúsculo saírem gritando do cinema.” Alguma verdade nisso?
Não, eu não quero ninguém saindo correndo do cinema! Eu quero que todos entrem no cinema [risos]. É meio curioso como as pessoas interpretam isso. Há um elemento de querer ver [meu personagem em The Rover] de forma solidária, por causa de Crepúsculo. Mas eu não estava tentando interpretá-lo solidariamente. [risos] Quero dizer, ele mata pessoa. E ele não é muito lá.
Então os críticos assim como seus fãs, claramente, estão fazendo esta conexão do “A” com o “B”, mas não há algo que você já tinha pensado?
Sim. Quero dizer, muitas pessoas interpretam as coisas completamente diferente. Eu nunca, realmente, tento predizer como as pessoas irão reagir a algo. Porque eu não tenho ideia. Eu abordei cada filme pensando como, “vou fazer a melhor coisa de todas.” [risos] E então, independentemente do que os críticos ou uma audiência ou qualquer um diga depois, eu gosto disso ou não – essa é a única que me importo.
Há alguma parte de você que sente falta da completa loucura que acompanhou a série Crepúsculo?
Um… quando você está fazendo filme, é a mesma coisa. Eu percebi o quanto adorava filmar longe e fora de cidades, porque não consigo aguentar pessoas tirando fotos. Até mesmo quando estava apenas fazendo este filme, Life, em Toronto e estávamos no meio do nada, mas era somente cerca de uma hora de Toronto. E simplesmente todo dia, havia [paparazzi] tirando fotos com lentes de longitude. E, então, você não pode falar com ninguém na equipe a menos que queira ter milhões de fotografias. E sinto como se estivesse colocando dinheiro nos bolsos daqueles caras só ficando parado lá fora. Então, vou me esconder constantemente para fazer da vida deles o mais difícil possível. Mas então isso deixa a sua vida difícil também.
Isso se tornou um jogo para afundá-los, ou é apenas pura irritação?
É, literalmente, apenas [que] eu não os quero tendo nada de graça. E as pessoas que olham as fotos, elas apenas assumem que você está sendo muito fotografado porque quer ser. Então, se você tenta clamar privacidade depois, eles ficarão como, “Bem, por que você não se importou daquela vez.” Então você tem que ser muito coerente, e dizer algo como, “Eu nunca quero ser fotografado, nunca.”
Você já saiu disfarçado?
Isso nunca realmente funciona. Mas eu tenho muitas pegadinhas, como trocar de carro e coisas assim. Você acaba sendo um pequeno espião. [risos] Muito escondido.
Via
Postado por: Rayssa
FCRF
às
8/26/2014 04:11:00 PM
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