18.9.13

Nova Entrevista de Robert para Glamour Itália





“Você se importa se eu mascar um chiclete durante a entrevista?“. Primeira informação: Robert Pattinson é uma estrela política de Hollywood. Crepúsculo, a saga de vampiros que o fez famoso, lhe rendeu uma segunda popularidade única após a “DiCaprio-mania” de Titanic. No entanto, Robert manteve seus pés de 27 anos no chão, um cara que pede permissão.

E que rapidamente muda sua mente: “Na verdade, eu vou cuspi-lo: é nojento!” Ele espera por um sinal de aprovação, depois rasga o canto de um jornal, envolve o “chiclete grosso”, e sorri, enquanto esconde o “delito” com suas mãos. Segunda informação: Rob, como seus amigos o chamam, com seu boné de baseball virado para trás e três dias de barba por fazer, também é divertido.
“Você quer tentar um italiano?”, Eu pergunto a ele. “Sério? Obrigado!”. Ele delicadamente pega o pacote. Enquanto o abre, com seu sotaque meio britânico meio americano, ele lê: “Denti bianchi, sorriso protetto (que significava: dentes brancos, sorriso protegido)”. Ele não fala uma palavra, mas parece entusiasmado. Ele tenta um, depois reclina sua cabeça, então tudo que posso ver é suas sobrancelhas grossas, e, logo abaixo, duas fendas azuis. Ele sussurra:“Os seus são muito melhores”.

Terceira informação: Pattinson poderia ganhar qualquer um só com um olhar.
Ou até mesmo um sorriso: isso acontece no anúncio para a colônia Dior Homme, da qual ele recentemente se tornou o porta-voz, assumindo o papel de Jude Law. O comercial começa e, pelos primeiros 20 segundos, Robert está sério, pensativo, intenso. Em seguida Camille Rowe, sua parceira no set, finge beija-lo, quando na verdade tenta morder seus lábios. Isso vem inesperadamente: ele sorri, e o público se derrete. Toda mulher, não importa sua idade, secretamente deseja estar na pele da única criatura que é capaz de iluminar o cara lindo e sombrio.

O que a campanha da Dior significou para você?

Uma virada: pela primeira vez, me olhando na tela, percebi que eu parecia um adulto. Foi tão aliviador: eu sempre tive medo de me assemelhar com um adolescente de 15 anos. Em Cosmópolis, por exemplo, eu estava vestindo um terno preto. Muito viril. Ainda assim, me senti como um menininho vestido como um adulto.

Bem, vestido ou não, você é muitas vezes apontada como a celebridade mais glamourosa.

O que? Eu sou tão chato: eu uso as mesmas roupas todos os dias. A jaqueta da Dior, por exemplo: ele a deram para mim meses atrás, e eu ainda não tirei. Se eu pudesse, eu a teria vestido para ir dormir.

Talvez você deva enviá-la para a lavagem à seco… E as mulheres então: o que uma garota deve vestir para conseguir sua atenção?

Hum, Estou tentando muito não vir com comentários sujos (ele ri). Vamos colocar dessa forma: o que quer que ela escolha, ela precisa ter isso, e se mostrar confortável em sua pele e roupas.

Você está confortável em sua própria pele?

Eu não sou exatamente uma pessoa auto confiante. Mas agora me sinto bem: eu deixei Crepúsculo para trás, com isso, minha adolescência. Agora estou pronto para passar para a próxima fase.

O que vai estar na nova fase?

Eu vejo pouco, mas exaustivamente: não são muitos papéis que me interessam.

Que tipo de papel parece atraente para você?

Bem, todos os meus personagens tem um lado negro. Considerando que não sou obscuro, afinal. Em geral: quando eu leio um roteiro, se eu acho que não sou bom suficiente para interpretar o papel, e aceito. Eu gosto do desafio.

O próximo?

Estou trabalhando em Maps to the Stars de David Cronenberg, um filme sobre o quão loucos e neuróticos os atores são, e em Hold on To Me de James Marsh, onde vou ser um traficante de drogas. Vai ser difícil – eu nunca fiz isso antes.

Nunca traficou drogas, você quer dizer?

Não recentemente (ele ri). Eu estava tentando dizer isso, na vida real, eu nunca tinha estado particularmente assustado. Eu vou ter que aprender como se tornar obscuro e perigoso.

Você imita os outros para trabalho mas, quando você acorda de manhã, você sabe quem você é?

Por favor: muitas vezes eu nem sei onde estou! Sério, no entanto, eu nunca soube disso com certeza, nem mesmo antes de eu começar a atuar.

Talvez você tenha começado a descobrir.

Pode ser. Interpretar papéis diferentes abre a minha mente, sobre os outros, mas especialmente sobre mim mesmo.

Você fala sobre atuar como se fosse um tipo de psicanálise.

Na verdade, é extremamente terapêutico. A capacidade de quebrar barreiras, superar inseguranças em conjunto é algo muito poderoso, e capacita; especialmente para um introvertido como eu. Mas eu acho que o mesmo vale para todos os atores. Eu nunca conheci um que é auto confiante. Nós somos um bando de psicopatas.

Você já viu um terapeuta de verdade?

Não, mas eu gostaria de me tornar um. Por agora eu analisaria meus amigos. Eu gosto de investigar o subconsciente deles. Ou talvez, simplesmente desfrutar cuidando de seus negócios.

Você tem muitos amigos?

Em Londres, onde eu nasci e cresci, eu tenho quatro melhores amigos para a vida. Eu sou um cara sortudo: quatro é mais do que as pessoas normalmente tem. Aqui em Los Angeles, no entanto, é mais difícil reunir um pequeno grupo: as pessoas vem e vão. Além disso, somos todos atores. Eu juro, é uma loucura: cada  pessoa que você conhece é um ator do caralho que, por padrão, está competindo com você.

Há alguém que você tem uma alta estima?

Meu favorito absoluto é Jack Nicholson. Eu costumava se obcecado por ele: quando eu era mais jovem tentei imitar o jeito que ele se vestia, o jeito que ele falava… Eu também gosto bastante de Joaquin Phoenix e Michael Shannon. E então há Channing Tatum, que é muitas vezes subestimado, embora eu ache que ele é tão bom quanto Marlon Brando.

E quanto a você: já se sentiu subestimado?

Sim, os críticos não apreciam extremamente papéis de comercial. Eu entendo isso. Mas por um tempo eu estava fodidamente assustado de que eu iria permanecer um vampiro para frente.

Isso não aconteceu.

Verdade: felizmente, eu comecei a receber papéis mais articulados, como meus personagens em Cosmópolis e The Rover. E até mesmo nesta ocasião o que a Dior me deu foi um privilégio: eu aprendi outro jeito de atuar.

O que você teria feito se não tivesse se tornado um ator?

Eu teria ido para faculdade para estudar Relações Internacionais, e então provavelmente teria tentado uma carreira política. Até mesmo agora, eu não descartei isso completamente.

Em qual partido você consideraria se afiliar?

Eu sou um pássaro livre. Eu preferiria ser um ditador (ele ri). Eu lhe disse que sou estranho.

E quais leis você iria estabelecer no seu reino?

Ninguém pode viver aqui além de mim.

Você nasceu solitário?

Eu me tornei. Los Angeles é inerentemente solitária. Olhe para as ruas: você não vai ver uma comunidade, mas um grupo de indivíduos, cada um trancado em seu próprio carro. E no começo me senti um pouco solitário, depois eu me acostumei. Eu, na verdade, gosto disso agora.

Você se acostumou com a fama também?

Eu tive. Até há algum tempo, eu teimosamente tentei viver a mesma vida de antes. Foi péssimo: eu não conseguir ia a qualquer lugar sem ser assaltado por uma quantidade gigantesca de fãs, então eu não ia a lugar algum. Eu estava vivendo em uma bolha. Então algo estalou, e eu disse a mim mesmo: “Você tem que aceitar que tudo é diferente agora”. E me senti aliviado, quase imediatamente. Aceitação é o pré requisito para felicidade, ou pelo menos é isso que eu gosto de pensar.

Você está feliz?

Eu aceitei, muitas coisas. E agora quase me sinto estranho admitindo isso – porque se você fala, então o momento pode desaparecer rapidamente. Mas sim, estou feliz agora.


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