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Um Perigo de Vizinho - Capítulo 1

Fanfic - Um Perigo de Vizinho

Capítulo 1 - Isso foi... interessante.




Sai da piscina passando as mãos pelo cabelo pra tirar o excesso de água, me apressei em pegar uma toalha e sequei o corpo agarrando meu roupão, o vesti e sentei na minha cadeira confortável.

Eu amava esse lugar, qualquer um, inclusive Emmett me acha um louco por querer uma casa nesse fim de mundo, mas algo aqui me atraia. Eu amava a calma, as árvores, o verde que parecia estar em tudo. Seattle era tão cinza, mas Forks me acalmava.

Era muito revigorante, comparado aos dias agitados em Seattle. Estiquei as pernas relaxando e observei minha bela casa, havia participado de cada parte do projeto que fez essa bela casa, muito maior que a dos meus vizinhos, mas aconchegante.

Adorava as paredes feita de pequenos tijolos vermelhos, as grandes janelas, principalmente no segundo andar em que algumas paredes eram todas feitas de vidro, a decoração elegante e aconchegante, o único problema era que era grande demais pra uma pessoa só, as vezes meio solitário, mas eu não estava pronto para sossegar, não, eu ainda era jovem pra casar, mas assim que o fizesse traria minha família para cá.

Forks era o lugar perfeito para criar uma família, casas seguras, onde ninguém trancava as portas e todos se conheciam. Eu poderia facilmente me ver, ensinando meus filhos a andar de bicicleta pelo bairro, ou as crianças jogando bola.

Meu olhar vagou pela vizinhança e parei na casa ao lado da minha, não exatamente ao lado, mas a mais próxima, embora eu amasse tudo em Forks, eu tinha um pressentimento sobre os novos moradores de Forks, ainda não sabia se era um pressentimento bom ou ruim, mas eu sentia algo isso era fato.

Vi um movimento da janela e estreitei os olhos, há algum tempo eu notava que um dos moradores me olhava, eu só rezava a Deus que fosse a mulher, por que se fosse o homem seria meio preocupante. Pois alem dele me assustar um pouco, ele não fazia o meu tipo. Não que eu fosse gay, mas se fosse, ele não seria o meu tipo.

Ri de mim mesmo esfregando o rosto, eu estava cansado, o único motivo pra estar pensando em meus vizinhos estranhos, sim eles eram estranhos, nunca saindo de dia ou a noite, ou só Deus sabe se saiam. Só havia os visto uma única vez na verdade. Um casal o homem bigodudo que parecia um policial de serie antiga e a garota. A garota era realmente bonita tinha que admitir, curvas deliciosas e um bonito cabelo castanho mogno, pele pálida quase translucida, parecendo quase frágil. Pela aparência suspeitava que devia ter uns 16 talvez 17, e o homem seria o pai dela. Esperava que fosse, pois parecia muito errado eles como um casal, eu mesmo me sentia mal por desejar uma menina tão jovem. Sim eu tinha pudores, quem diria.

Voltei a olhar para casa deles e vi a persiana da janela do segundo andar se movendo e bufei. Eu devia arranjar um par de binóculos, assim podia olhar também. Meu celular tocou me assustando e pulei um pouco, o peguei na mesa ao meu lado e gemi ao ver o numero de Emmett.

– Diga. – grunhi e ele riu.

– Cara achei que ia pro meio do mato pra relaxar.

– Bem eu estava até você ligar. – ele riu mais.

– Não seja um chato Edward. Agora escute só, abre umas geladas que estou levando umas gostosas pra fazermos uma festinha.

– Como?

– Isso mesmo meu amigo, uma festinha.

– Na minha casa?

– Sim.

– Você pirou?

– Não que eu saiba. De acordo com meu medico estou em excelentes faculdades mentais, muito obrigado. – respirei fundo apertando a ponta do nariz.

– Emmett... – comecei mais calmo. – Eu tenho vizinhos, não posso ficar dando uma festinha.

– Convida eles. – olhei de esguelha pra casa ao lado, e neguei rapidamente.

– Não, eles são reclusos e não quero incomodar.

– Que seja, chegaremos em meia hora.

– O que? – engasguei, mas antes que eu reclamasse, ou falasse algo ele desligou.

Filho da puta!

Rosnei pegando minhas coisas e indo pra dentro da casa, ultima coisa que eu queria era ser pego pelas amiguinhas de Emmett só de sunga. Conhecendo as mulheres que Emmett andava eu seria estuprado. Não que eu fosse reclamar, mas eu prefiro estuprar minhas mulheres, ok isso ficou estranho... enfim, corri para meu quarto retirando a sunga e pegando um jeans e o vestindo e uma camiseta e a joguei sobre os ombros, desci para baixo indo direto para o porão onde ficava minha adega e peguei algumas garrafas de vinho. Só esperava que Emmett não trouxesse muita gente.

[...]

– Oi delicia. – uma jovem ruiva muito bêbada passou a mão em meu peito e sorri.

– Olá amor. – ela riu como uma hiena. Muito bêbada foi um elogio, ela estava a ponto de entrar em coma alcoólico percebi quando ela não parava de rir e tentava se esfregar em mim.

Suspirando a coloquei sobre um dos sofás onde um casal se agarrava. Lógico que Emmett nunca traria pouco gente, ele havia trazido uma turma enorme, e a maioria já chegara bêbado, e depois de uma hora estavam pior.

– Amigo. – Emmett me abraçou pelos ombros quase me derrubando, as vezes acho que ele esquecia seu tamanho.

– Fale amigo. – resmunguei sarcasticamente e ele riu.

Em vez de curtir a festa eu acabei virando baba de bêbados.

– Você está gostando da festa?

– Não. – ele riu.

– Vamos lá Eddie, beba com a gente.

– Não, já tem bêbado demais nessa festa. – ele riu e caiu no sofá, a ruiva viu Emmett e pulou em seu colo.

– Oi delicia. – ela repetiu.

– Oi gostosa. – Emmett sorriu e ela começou a rir histericamente novamente.

Rolando os olhos sai de perto deles. Amizade tinha limite e a minha estava a ponto de explodir. Eu sabia que ele não fazia por mal, só não queria me ver sozinho em casa, ainda mais hoje, mas eu não me sentia no clima de embebedar até o esquecimento.

Sai pra fora da casa e sentei em minha espreguiçadeira ao lado da piscina, olhei para a casa dos vizinhos, desde que começou a festa não ouve nenhuma reclamação, e olha que estava uma musica bem alta. Imaginei o tempo todo que o bigodudo iria vir reclamar, mas não ouve movimento nenhum na casa, talvez eu tenha imaginado a janela se mexendo mais cedo e a casa estava vazia.

– Olá. – olhei pra cima e sorri ao ver uma linda loira peituda me olhando com malicia.

– Olá meu bem. – ela sorriu sedutoramente e sentou sobre meu colo.

– Sou Kate.

– Edward. – ela começou a passar as mãos por meu peito. Ela era realmente bonita, pele pálida e cabelo loiro brilhante, seus olhos tinham uma cor estranha, pareciam verde lama, talvez ela usasse lentes.

– É um prazer Edward. – piscou e ri.

– Com certeza meu bem.

Ela se inclinou começando a beijar meu pescoço e tremi, sua pele era fria, seus lábios e língua em minha garganta, as mãos acariciando meus braços, as minhas já estavam em sua bunda apertando a carne macia, senti os dentes de Kate raspando em minha garganta e gemi...

– Merda! – ela sibilou afastando um pouco e a olhei curioso.

– O que há? – ela olhava para trás de mim e segui seu olhar, meus olhos se arregalaram ao ver minha vizinha vindo em nossa direção.

Merda! Praguejei mentalmente me levantando e derrubando Kate no chão, ela me olhou feio e me apressei em ajudá-la.

– Olá vizinho. – a menina finalmente tinha chegado até nós e se meus olhos estavam grandes antes, agora estavam maiores ao ver ela de perto.

A única vez que eu a tinha visto foi um dos fim de semana que eu vim a noite, ela estava longe e mesmo de longe via como era bonita, mas de perto ela era deslumbrante, sua pele parecia porcelana, os lábios carnudos vermelhos, um pequeno nariz arrebitado, olhos castanhos escuros e lindos cabelos cor mogno. Ela usava uma roupa curtinha, bermuda e uma blusinha, parecia um pijama?

– Er oi.

– Sou Bella.

– Edward. – ela sorriu brilhantemente e sorri também.

– Então eu posso participar da festa? – olhei para a festa repleta de bêbados e de volta pra essa linda e inocente menina.

– Acho melhor não. – ela projetou seu lábio inferior para frente e queria mordê-lo, meu pau ficou duro imediatamente.

– Por quê?

– Ele disse não. – Kate falou rispidamente e a olhei feio. O que ela tinha? Não precisava ser grossa com a menina, iria repreendê-la, quando a pergunta de Bella me fez engasgar.

– Você é namorada dele? – Bella perguntou estreitando os olhos para Kate e me apressei em negar.

– Não. – ela se voltou pra mim.

– Não? Mas vocês estavam... – minhas orelhas esquentaram.

– Oh bem... er... eu... – ela riu.

– Entendi, as vezes eu esqueço como as pessoas são atiradas atualmente. – franzi as sobrancelhas confuso com suas palavras.

Atualmente? Ela tinha quanto, cinquenta?

– Edward... – Kate ronronou e a olhei. – Vamos continuar de onde paramos? – olhei de esguelha para Bella que nos olhava curiosamente e neguei.

– Melhor não. – Kate forçou um sorriso e se afastou sem nenhuma palavra.

– Ela é muito simpática. – Bella murmurou e ri.

– Por que veio aqui? – ela deu de ombros.

– Eu queria ver a festa, ouvi a musica..

– Eu posso abaixar se está muito alto.

– Não, eu gosto de musica. Sorte que Charlie não está em casa, ele já teria vindo reclamar.

– Charlie? – devia ser o bigodudo, ela sorriu.

– É Charlie.

– Ele é seu... er...

– O que? – ela se aproximou de mim se inclinando em minha direção e engoli em seco.

– Namorado? – ela riu.

– Ew que nojo. Ele é tipo meu pai.

– Tipo?

– Sim, tipo. E você Edward, tem namorada? – ela me encarava tão intensamente que fiquei momentaneamente perdido em seus olhos.

– O que? – ela sorriu.

– Namorada, você tem?

– Não.

– Bom.

– Isso é bom?

– Eu acho. Eu não tenho namorado também, só pra você saber. – acabei rindo.

– Quantos anos você tem? – ela mordeu o lábio.

– 17.

Jesus! 17? Eu iria pra cadeia se fizesse algo com essa menina.

– Eu acho melhor você ir.

– Quer que eu vá?

– Bem, eu... a muitos caras bêbados lá dentro, eles podem se aproveitar de você. – ela arqueou uma sobrancelha.

– Você está bêbado?

– Eu? Não.

– Que pena. Eu deixaria você se aproveitar de mim. – ela piscou e gemi.

Jesus em uma bicicletinha! Essa menina estava doida?

– Eu...

– Vai me convidar pra entrar? – falou de repente e franzi a testa.

– Como eu disse, os bêbados...

– Mas em outra ocasião? – ela insistiu se aproximando mais de mim e quase cai em minha espreguiçadeira.

– Er... claro. – ela deu um gritinho entusiasmado.

– É um convite.

– Convite?

– Sim para eu entrar em sua casa.

– Oh, claro, pode entrar quando quiser. – gaguejei e ela sorriu abertamente.

– Eu virei então.

– Ok...

– ISABELLA! – nós dois pulamos quando alguém gritou o que achava ser seu nome, estremeci quando vi o bigodudo vindo até aqui.

– borsa¹! – ela resmungou em seja lá que língua for, o homem finalmente se aproximou de nós e parecia irritado.

– Isabella. – repetiu, pelo jeito Bella era apelido. – O que faz fora de casa?

– Eu vim à festa.

– Festa? – ele olhou acusadoramente para mim e me encolhi.

– Eu não convidei. – me apressei em explicar, e Bella se colocou a minha frente e começou a falar rapidamente, mas muito baixo.

Tentei me focar na conversa, mas era impossível.

Quando eles terminaram, Charlie esfregou a testa parecendo irritado.

– Vamos pra casa. – falou por fim.

– Mas eu estava falando com Edward.

– Isabella, agora. – sua voz soou forte e ela grunhiu.

– Ma che diavolo, non posso fare nulla. Cazzo, miserabile vecchio bastardo, maiale sporco ...² - ela saiu resmungando e Charlie suspirou alto e se virou para mim.

– Perdoe Isabella, ela gosta de falar em italiano quando está... chateada. – ahh é italiano.

– Está tudo bem. – ele assentiu e se afastou sem dizer mais nada. Olhei para casa deles até eles entrarem e suspirei.

Isso foi... interessante.


¹ borsa: saco.

² Mas que inferno, não posso fazer nada. caralho, velho miserável, bastardo, porco imundo...

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