25.4.13

Um Perigo de Vizinho - Capítulo 3


Fanfic - Um Perigo de Vizinho

Capítulo 3 - Isso foi... assustador.




3. Isso foi... assustador.

O resto da semana passou em um borrão, enfiei a cabeça no trabalho e evitei os estagiários, tanto masculino quanto feminino. E felizmente eles notaram que meu humor não estava dos melhores e me evitaram também.

Quando sexta finalmente chegou eu confesso que estava um pouco ansioso pra voltar a Forks, e claro Bella tinha tudo haver com isso. A menina parecia povoar cada pensamento meu, até os sonhos. Não tinha um minuto que eu não estava pensando nela, isso não podia ser bom, não é?

Ao final do expediente, eu corri para meu apartamento fazendo minha pequena mala e peguei o carro e dirigi para Forks, um pouco acima da velocidade, felizmente não dei de cara com nenhum policial, ultima coisa que precisava era uma multa.

Depois de horas dirigindo eu finalmente estava em casa, assim que cheguei meus olhos foram diretamente para a casa de Bella, mas como sempre estava tudo fechado. Mesmo já sendo de noite. Bella disse que não saia de dia, então quem sabe eu podia ir lá... merda no que eu estava pensando.

Sai do carro pegando minha pequena mala e fui para a casa, entrei abrindo as janelas pelo caminho para arejar a casa, subindo direto para meu quarto, entrei jogando a mala no chão sem realmente prestar atenção...

– Oi gostoso. – meus olhos se arregalaram ao ver Bella deitadinha na minha cama usando nada mais que uma camisa minha e eu esperava que uma calcinha, por que a carne é fraca e a menina não ta colaborando.

– Bella? – ela saltou da cama e correu até mim me abraçando pelo pescoço, envolvi meus braços em volta dela meio atônito ainda e ela sorriu.

– Senti sua falta.

– Er... – ela fez um biquinho.

– Não sentiu a minha?

– Sim senti. – ela sorriu brilhantemente.

– Que bom. Por que demorou tanto pra voltar.

– Eu trabalho em Seattle. – falei bobamente e ela bufou.

– Ah, então fica lá a semana todaaa.

– Sim.

– Isso é um saco.

– Muito. – ela arqueou uma sobrancelha.

– Você está bem?

– Mais ou menos. – ela saltou apressadamente do meu colo agarrando minha mão e me levou até minha cama e me empurrou até que sentasse.

– Eu vou cuidar de você.

– Ok.

Ela sorriu e começou a tirar minha camisa e deixei, quando ela me empurrou para que eu deitasse e tentou arrancar minha calça eu agarrei sua mão a parando, finalmente acordando na minha letargia.

– O que?

– O que você está fazendo?

– Tirando suas roupas.

– Por quê?

– Ora, pra gente transar.

– O que? – guinchei, e ela bufou.

– Você disse que sentiu minha falta.

– Sim, mas isso não é um condigo pra transar.

– Edward, por que ta complicando tanto, você me quer.

– Bem sim, mas não podemos ir devagar?

Eu realmente disse isso?

– Devagar? – ela disse com uma careta. – O quão devagar?

– Eu não sei, outro dia você disse que dei seu primeiro beijo. – ela sorriu sonhadoramente.

– Sim, e foi perfeito.

– Bem então imagino que você seja virgem?

– Sou. – fez um biquinho adorável.

– Então vamos devagar, para que você tenha certeza que quer isso.

– Ta. Mas eu não estou feliz com isso.

– Percebi.

– Então isso quer dizer que não vai me evitar mais?

– Bem sim... – ela gritou animada pulando em mim e beijando todo meu rosto, e não demorou nada para meu pau ficar duro e minhas mãos irem para suas pernas nuas.

Sua boca alcançou a minha, e gemi quando ela chupou meu lábio mordiscando em seguida, minhas mãos já subiam de encontro a sua bunda e quase enfartei ao sentir sua bunda nua sob a camisa.

– Você não está usando calcinha? – gemi apertando sua carne e ela riu.

– É claro. – ela moveu as sobrancelhas sugestivamente e ri, acariciei seu rosto bonito e encarei seus olhos, estavam vermelhos de novo.

– Por que seus olhos são vermelhos? – ela piscou e se afastou.

– Isso... isso incomoda você? – gaguejou e sorri a puxando de volta para mim e deitei ao seu lado.

– É diferente. – sussurrei passando o polegar sobre sua sobrancelha e ela sorriu.

– Um diferente bom ou ruim? – não era ruim, era só... merda eu não sabia, mas de algum modo só se encaixava nela.

– Bom. – falei por fim, ela sorriu abertamente e se inclinou encostando a boca na minha, gemi beijando seus lábios doces, ela suspirou me abraçando e colando seu corpo ao meu.

Aprofundei nosso beijo passando minhas mãos por seu corpo, tocando suas costas e descendo para sua bunda, seu beijo se tornou mais urgente assim como suas mãos que passavam por meus braços e subindo para meu cabelo, quando afastou os lábios ofegantes sorrindo, sorri de volta, senti meu estomago roncar.

– Está com fome? – perguntei e ela baixou os olhos para meu pescoço e negou.

– Não.

– Bem eu estou faminto. – me levantei e fui até meu armário agarrando um moletom. – Eu já volto.

Ela assentiu e corri para o banheiro para me trocar, retirei as roupas de trabalho e vesti a calça, havia esquecido uma camisa, mas não é como se ela fosse me atacar né? Sai do quarto e a encontrei ainda na cama.

– Acho que não tenho nada em casa, vou pedir uma pizza. Você não quer mesmo?

– Não, eu comi antes de vir pra cá. – arquei uma sobrancelha.

– Como veio aqui afinal? – ela sorriu apontando para a janela.

– Eu disse que era ótima escaladora.

– Claro. Você veio aqui antes? – ela se levantou sorrindo.

– Algumas vezes na verdade, mas antes de amanhecer eu partia.

– Certo. Você disse que não podia sair no sol. – murmurei e ela assentiu. – Você tem alguma doença? Eu já vi algo assim em um documentário. – murmurei lembrando sobre uma doença que a pessoa não podia sair de dia, que o sol lhe causava bolhas horríveis.

– Algo assim. – murmurou saindo do quarto e a segui.

Queria fazer mais perguntas, mas duvidava que ela fosse me deixar. Na verdade ela estava dando um jeito de fugir de todas as minhas perguntas, sempre mudando de assunto ou dando repostas vagas.

Parece que seus mistérios teriam que ficar para outro dia. Fomos para baixo e liguei para uma pizzaria encomendando uma pizza de mussarela. Voltei para a sala e me joguei no sofá, Bella imediatamente veio para meu colo e sorri.

– Me fale de você. – ela pediu e torci o nariz.

– Falar o que?

– Qualquer coisa. Onde você trabalha? Cadê seus pais? Você mora sozinho em Seattle também?

– Nossas quantas perguntas. – ela sorriu deitando a cabeça em meu ombro e ficou me olhando com seus misteriosos olhos vermelhos.

– Por favor? Eu quero saber mais de você. – pediu tocando meu rosto e suspirei.

– Deixe-me ver, eu sou advogado, a empresa que eu trabalho é da minha família a anos, quando meu pai morreu a um ano eu assumi. Eu moro sozinho em Seattle, tenho um apartamento lá na verdade, mas essa é a minha casa.

– E sua mãe? – evitei seus olhos.

– Ela morreu no parto.

– Sinto muito.

– Está tudo bem. Fale-me de você? Charlie é seu pai?

– Acho que você pode chamá-lo assim, já que ele me deu essa vida. – que resposta estranha.

– Ok, e sua mãe?

– Não me lembro dela.

– Não lembra?

– Quer dizer, eu lembro, mas não gosto. Ela era amarga e grosseira, e não me deixava esquecer de tudo que ela perdeu pra me ter. – murmurou dando de ombros.

– Nossa, eu sinto muito Bella.

– Não sinta, eu não sinto. Eu estou bem com Charlie, ele é muito legal... as vezes. – piscou e ri, me lembrando do outro fim de semana quando ele a mandou ir pra casa e ela o xingou em italiano.

– Você é italiana?

– Por parte de mãe.

– Você tem um vocabulário bem colorido em italiano, não é? – ela riu.

– Sim, principalmente quando eu fico irritada. – ri e beijei seus lábios, antes que aprofundássemos o beijo a campainha tocou.

– Deve ser a pizza. – resmunguei me afastando dela e a tirei do meu colo para atender a porta, assim que a abri gelei ao ver Charlie me encarando e não parecia nada feliz. Na verdade ele parecia querer matar um.

Jesus em trampolim fazendo uma pirueta! Será que ele me mataria?

– Cadê Isabella? – rosnou e olhei ansiosamente em volta, nenhuma testemunha para me salvar a vista. Cadê o maldito cara da pizza? Ele podia chegar logo, né. Se ele estivesse aqui Charlie não me mataria, eu acho.

– Er...

– Accidenti¹! O que faz aqui? – ouvi a voz de Bella e ela apareceu ao meu lado olhando chateada para Charlie.

¹ Porra.

– Isabella, o que você faz aqui?

– Edward me convidou. – ela resmungou e Charlie finalmente pareceu notar suas roupas.

– Isabella Marie Swan! – guinchou e ela grunhiu cruzando os braços.

– O que?

– Suas roupas. – rosnou e ela seguiu o olhar e pareceu ficar envergonhada.

– Eu troquei. – falou dando de ombros e ele deu um passo a frente quase entrando na casa, mas parou abruptadamente como se tivesse batido em uma parede e vidro.

Estranho!

– Vista suas roupas e vamos para casa.

– Mas...

– Agora! – rosnou e ela gritou.

– Vecchio bastardo. Non lasciami vivere. Miserabile figlio di una cagna ... – começou a gritar subindo para cima, me voltei para Charlie e sorri sem graça.

² Velho maldito. Não me deixa viver. Miserável, filho da puta...

Ele estreitou os olhos pra mim e me encolhi. Era agora que ele me matava? Mas eu não tinha feito nada, fui um perfeito cavalheiro. Ok eu peguei na bunda dela, mas eu sou homem e a carne é fraca né. Ele continuou me encarando e falei a primeira coisa que me veio a mente.

– Eu juro que não fizemos nada.

– Sério? – ele não parecia acreditar em mim. Mas quem acreditaria depois de pegar Bella usando somente minhas roupas.

– Sim, nada, nadinha... – ele estreitou os olhos. – Ok só uns beijinhos e mais nada.

– Escute rapaz, para seu bem, fique longe de Bella. – ameaçou e engoli em seco.

– Eu não queria fazer mal... mas eu não a machucaria.

– Eu acredito. E acredite eu estou falando preocupado com o seu bem estar e não o dela.

– Como? – antes que ele falasse ela voltou.

– Já estou aqui.

– Ótimo, vamos. Você precisa comer. – resmungou se afastando e ela grunhiu o seguindo, antes voltou correndo e me deu um beijinho.

– Eu volto depois. – ouvimos Charlie resmungar, mas ela só riu e acenou enquanto partia.

Assim que eles entraram o cara da pizza chegou e olhei irritado para o moleque. Nem pra essa peste chegar antes.

Paguei e voltei para a casa, me sentei na cozinha e comi em silêncio tentando entender o que havia acontecido.

Na verdade eu não fazia ideia do que acontecia. Esperava que Charlie me esganasse e mandasse-me ficar longe de Bella, talvez chamasse a policia, até uma medida cautelar. Mas ele só parecia aborrecido. Ok muito aborrecido, mas não o tipo de aborrecido que eu esperava.

Esfreguei o rosto e fui me deitar, parece que não conseguiria resolver ou entender nada hoje. Quem sabe um dia, mas duvidava disso também.

Bella era um mistério, e parecia que ia continuar assim por algum tempo.

Tranquei a casa e subi, entrei no quarto retirando minha calça e deitando só de cueca, apaguei a luz e respirei fundo e tentei dormir. Estava difícil, minha mente estava muito cheia de merda. Acho que já estava deitado a mais de uma hora e o sono não vinha, estava prestes a levantar quando ouvi o barulho da janela, fiquei em silêncio com os olhos fechados, ouvi os passos e um farfalhar e em seguida a cama se movendo e mãos frias tocaram meu corpo, estremeci.

Abri os olhos e Bella me encarava. Engoli em seco quando ela sorriu abertamente, seus dentes pareciam... pontudos.

– Bella...

– Shiii, fique quietinho. – sussurrou me olhando profundamente, pisquei confuso e me senti sonolento.

– Eu...

– Não fale amor, só sinta. – sua mão deslizou pelo meu peito até o meu estomago e descendo até minha cueca, gemi quando ela colocou sua mão dentro agarrando meu pau, um sorriso sexy apareceu em seus lábios.

– Hmmm, você está tão duro. – assenti bobamente e ela riu e inclinou a cabeça a enterrando em meu pescoço, senti sua língua em meu pescoço, lambendo minha pele e chupando em seguida.

Sua mão massageando todo meu pau.

– Bella...

– Só sinta. – sussurrou novamente e fechei os olhos aproveitando a sensação da sua boca e sua mão.

Seus movimentos estavam ficando mais rápidos e urgentes, meu pau estava pulsando e estava quase gozando, eu gemi um pouco alto quando ela arranhou os dentes em minha pele e sua outra mão desceu agarrando minhas bocas.

– Porra... – ela riu contra minha pele.

Ela mordiscou minha garganta e meu coração batia furiosamente, mas só quando ela afundou os dentes em minha carne, foi que meu coração parecia que ia sair do peito. Um prazer imenso veio quando gozei enquanto a senti mordendo meu pescoço e... bebendo meu sangue?

Isso foi... assustador.

¹ porra.

² Velho maldito. Não me deixa viver. Miserável, filho da puta...


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